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Tarifa chinesa sufoca exportações e expõe crise no agro brasileiro

Sobretaxa de até 67% sobre a carne bovina acima da cota inviabiliza negócios, paralisa frigoríficos e coloca empregos em risco, enquanto o governo federal mantém postura discreta diante do impacto


Tarifa chinesa sufoca exportações e expõe crise no agro brasileiro

Tarifaço chinês de 55% devasta o agro brasileiro e o silêncio de Brasília é ensurdecedorEnquanto o agronegócio brasileiro sangra, com frigoríficos paralisando linhas de produção e mandando milhares de trabalhadores para férias coletivas forçadas, o Palácio do Planalto e grande parte da mídia mantêm um silêncio constrangedor. A China, nosso maior parceiro comercial, impôs uma sobretaxa de 55% sobre as exportações de carne bovina que excedem a cota anual de 1,106 milhão de toneladas em 2026. O resultado? Exportações inviáveis, abates reduzidos, empregos em risco e uma conta salgada que o produtor rural paga sozinho.A medida, anunciada ainda em dezembro de 2025, já está em pleno vigor.

Frigoríficos de peso como Frigol, Better Beef e Iguatemi Beef anunciaram férias coletivas e cortes drásticos na produção. O motivo é simples e brutal: acima da cota, a tarifa salta de 12% para algo em torno de 67%, tornando o negócio economicamente insustentável para muitos cortes. Isso não é especulação. São fatos reportados por veículos como Globo Rural e Canal Rural nos últimos dias.Onde está a indignação que vemos quando o assunto são tarifas americanas? Quando Washington anuncia qualquer restrição, o presidente Lula sobe ao palanque, grita “soberania”, posa de vítima do imperialismo e convoca a nação. Mas quando a ditadura chinesa aperta o cerco sobre o principal mercado da nossa carne — responsável por quase metade das exportações brasileiras —, o silêncio é absoluto. Nenhuma declaração veemente, nenhum discurso inflamado, nenhuma mobilização.

Apenas o costumeiro “diplomacia” com a “parceira estratégica”.Por que essa diferença? Porque a China é a “ditadura amiga”? Porque criticar Pequim não rende votos nem likes na base ideológica do governo? Enquanto isso, o campo brasileiro, que sustenta a balança comercial e gera milhões de empregos, paga a conta da política externa ideológica que prioriza relações ideológicas em detrimento dos interesses nacionais.O agro não pede privilégios. Pede respeito e reciprocidade. Exige que o governo defenda com a mesma ferocidade o produtor brasileiro que defende narrativas políticas. O tarifaço chinês não é uma “medida técnica”.

É um golpe duro na economia real. E o fato de quase ninguém falar sobre isso — ou falar com a devida gravidade — revela muito mais sobre as prioridades de Brasília do que sobre o próprio problema.Chega de omissão. O Brasil rural merece respostas, não silêncio cúmplice. uma IMAGEM PARA ESSA matéria 




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