Governo da Bahia repassa R$ 49,2 milhões ao Banco Master
Jerônimo Rodrigues (PT) fez 207 pagamentos entre 2023 e 2026, a maior parte em 2024
Coluna de Lauro Jardim O Globo — 15 de março de 2026
A maior parte dos recursos — cerca de R$ 47,4 milhões — foi repassada em 2024. Os pagamentos estão vinculados a operações de antecipação de precatórios do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), que envolvem créditos devidos a servidores da educação, principalmente professores.
De acordo com nota oficial da Secretaria da Administração do Estado da Bahia, os valores não resultam de contratação direta do governo com o banco. Trata-se de cessão de créditos por parte dos servidores, amparada pela Emenda Constitucional 114/2021. O servidor opta por receber o precatório antecipadamente por meio de uma instituição financeira credenciada, e o Estado apenas direciona o pagamento à entidade escolhida. O credenciamento é público e segue regras gerais adotadas em outros estados.
O caso ganhou repercussão política porque o Banco Master, controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, é alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e outras irregularidades no sistema bancário. Vorcaro já foi preso em diferentes fases da operação.
O governo baiano nega qualquer irregularidade nos repasses e afirma que os dados são transparentes e estão disponíveis para consulta pública. O vice-governador Geraldo Júnior (MDB) também descartou ilicitudes.O tema tem sido usado em debates eleitorais e nas redes sociais, com críticas da oposição e defensas do governo, que classifica as menções como tentativa de associar a Bahia ao escândalo maior do banco sem evidências diretas de favorecimento indevido.
Os dados completos podem ser verificados no Portal da Transparência da Bahia. Até o momento, não há investigação específica da Polícia Federal ou do Ministério Público ligando esses pagamentos a atos de corrupção no âmbito estadual.
O governo da Bahia, comandado pelo petista Jerônimo Rodrigues, efetuou 207 pagamentos ao Banco Master entre 2023 e fevereiro de 2026, somando R$ 49,2 milhões. A informação foi revelada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, em 15 de março de 2026, com base em dados públicos do Portal da Transparência do Estado.
A maior parte dos recursos — cerca de R$ 47,4 milhões — foi repassada em 2024. Os pagamentos estão vinculados a operações de antecipação de precatórios do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), que envolvem créditos devidos a servidores da educação, principalmente professores.
De acordo com nota oficial da Secretaria da Administração do Estado da Bahia, os valores não resultam de contratação direta do governo com o banco. Trata-se de cessão de créditos por parte dos servidores, amparada pela Emenda Constitucional 114/2021. O servidor opta por receber o precatório antecipadamente por meio de uma instituição financeira credenciada, e o Estado apenas direciona o pagamento à entidade escolhida. O credenciamento é público e segue regras gerais adotadas em outros estados.
O caso ganhou repercussão política porque o Banco Master, controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, é alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e outras irregularidades no sistema bancário. Vorcaro já foi preso em diferentes fases da operação.
O governo baiano nega qualquer irregularidade nos repasses e afirma que os dados são transparentes e estão disponíveis para consulta pública. O vice-governador Geraldo Júnior (MDB) também descartou ilicitudes.O tema tem sido usado em debates eleitorais e nas redes sociais, com críticas da oposição e defensas do governo, que classifica as menções como tentativa de associar a Bahia ao escândalo maior do banco sem evidências diretas de favorecimento indevido.
Os dados completos podem ser verificados no Portal da Transparência da Bahia. Até o momento, não há investigação específica da Polícia Federal ou do Ministério Público ligando esses pagamentos a atos de corrupção no âmbito estadual.







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