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Casal preso por abusos sexuais contra surdos em SC

Presidente de associação e marido são acusados de estuprar pelo menos cinco vítimas ao longo de 18 anos em Jaraguá do Sul


Casal preso por abusos sexuais contra surdos em SC

Um caso grave de violência sexual chocou a comunidade surda de Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina. Na noite de quinta-feira (30 de abril de 2026), a Polícia Civil prendeu preventivamente Paulo Sérgio Praxedes do Monte Araújo, de 44 anos, e seu marido, Carlos Francisco Priprá, de 42 anos.Paulo Sérgio é presidente da Associação de Surdos e Mudos de Jaraguá do Sul e atua como professor de Libras em escolas da rede municipal e estadual. Segundo a investigação, o casal se aproveitava da posição de confiança que ocupava dentro da comunidade surda para se aproximar das vítimas, a maioria adolescentes e jovens surdos com idades entre 12 e 20 anos na época dos fatos.

Até o momento, a polícia identificou pelo menos cinco vítimas. Os relatos de abusos vão desde 2008, ou seja, quase 18 anos. Os crimes teriam ocorrido em diferentes locais: dentro da própria Associação, em escolas, retiros religiosos, no carro do casal e na residência deles.

A denúncia mais antiga registrada na polícia data de 2016, mas a investigação ganhou força em 2025 após novo requerimento do Ministério Público. Na tarde de sexta-feira (1º de maio), a Justiça decretou a prisão preventiva dos dois durante audiência de custódia realizada de forma virtual. Eles foram encaminhados ao Presídio Regional de Jaraguá do Sul, onde permanecem à disposição da Justiça.O delegado responsável pelo caso destacou a vulnerabilidade das vítimas, que enfrentam barreiras adicionais de comunicação, o que dificultou o registro e o avanço das denúncias ao longo dos anos.

O caso segue em investigação para identificar outras possíveis vítimas e reunir mais provas. A prisão gerou grande repercussão na região e reacendeu o debate sobre a necessidade de maior proteção às pessoas com deficiência, especialmente no ambiente educacional e associativo.Este é mais um triste exemplo de como posições de autoridade e confiança podem ser usadas para praticar crimes contra os mais vulneráveis. A sociedade e as instituições precisam estar atentas para que casos como este não se repitam.




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