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Desembargador do TJ-MS é flagrado com quase R$ 3 milhões em dinheiro vivo

Operação Última Ratio revela esquema de venda de sentenças, propina e ostentação no Judiciário de Mato Grosso do Sul


Desembargador do TJ-MS é flagrado com quase R$ 3 milhões em dinheiro vivo

A Polícia Federal concluiu o inquérito da Operação Última Ratio, deflagrada em outubro de 2024, que apura um suposto esquema de corrupção envolvendo desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS). As investigações apontam indícios de venda de decisões judiciais, recebimento de propina, lavagem de dinheiro e uso de grandes quantias em espécie para ocultar a origem ilícita dos recursos. Principais achados da operaçãoDurante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, a PF encontrou quase R$ 3 milhões em dinheiro vivo (cerca de R$ 2,7 milhões) na residência de um desembargador aposentado, Júlio Roberto Siqueira Cardoso. O montante incluía notas de diferentes valores e até dólares. No total, a operação apreendeu cerca de R$ 4 milhões em espécie, além de armas, veículos de luxo, documentos, celulares e computadores. O relatório final da PF, com mais de 700 páginas, detalha negociações que envolviam:
  • Propriedades rurais
  • Imóveis urbanos
  • Veículos de luxo (como um Cherry Tiggo 8 e um Jeep Cherokee)
  • Pagamentos em dinheiro vivo para despesas diárias e aquisições
Esses elementos seriam usados para ocultar propinas oriundas da influência em decisões judiciais, especialmente em disputas de terras e execuções financeiras. Desembargadores e indiciamentosA PF pediu ao Ministério Público Federal (MPF) a denúncia de sete desembargadores por corrupção passiva e/ou lavagem de dinheiro. Entre os citados estão: 
  • Sideni Soncini Pimentel (aposentado)
  • Júlio Roberto Siqueira Cardoso (aposentado)
  • Vladimir Abreu da Silva (afastado)
  • Alexandre Aguiar Bastos (afastado)
  • Sérgio Fernandes Martins (ativo)
  • Divoncir Schreiner Maran (aposentado)
  • Marcos José de Brito Rodrigues (afastado)
Também foram citados advogados, servidores, filhos de magistrados (que atuavam como intermediários) e um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS). Alguns desembargadores foram afastados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e alguns usam tornozeleiras eletrônicas. Contexto da operaçãoA investigação teve origem em relatórios do Coaf sobre movimentações financeiras atípicas e se conecta a outras apurações anteriores, como a Operação Mineração de Ouro. O nome "Última Ratio" refere-se ao princípio jurídico de que a Justiça é o último recurso do Estado contra a criminalidade — ironia destacada por críticos diante das acusações. Até o momento, não há condenações definitivas. Os investigados têm o direito de defesa e presumem-se inocentes até o trânsito em julgado de eventual sentença.O caso reacende o debate sobre a transparência, integridade e mecanismos de controle no Judiciário brasileiro, especialmente em instâncias superiores estaduais. A PF e o MPF seguem com as etapas seguintes do processo




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