Polilaminina: Patente Perdida no Exterior
Cortes no governo Dilma impediram pagamento das taxas internacionais
A pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio (UFRJ) desenvolveu a polilaminina, uma substância promissora para regenerar lesões na medula espinhal, ajudando na recuperação de tetraplegia e paraplegia. A patente nacional foi registrada em 2007 e concedida recentemente (após 18 anos), mas a proteção internacional foi perdida.
Motivo: Cortes orçamentários na UFRJ em 2015 e 2016 impediram o pagamento das taxas anuais de manutenção no exterior (via sistema PCT). Sem verba, a universidade parou de pagar, e a patente expirou globalmente — tornando a tecnologia de domínio público fora do Brasil.
Isso ocorreu durante o governo Dilma Rousseff (PT), em meio à grave crise econômica e contingenciamentos fiscais amplos. A cientista pagou parte das taxas nacionais do próprio bolso para não perder tudo, mas o Brasil perdeu royalties potenciais e exclusividade comercial internacional.A pesquisa continua na UFRJ, mas o país desperdiçou uma oportunidade de soberania tecnológica por falha em priorizar funding estável para ciência — problema que afeta vários governos, não só um.





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