Seja bem-vindo
Patrocínio,18/04/2026

  • A +
  • A -

Governo decide não incluir vacina contra meningite B no SUS para bebês

Ministério da Saúde alega alto custo e impacto orçamentário; imunizante, que protege contra o sorogrupo mais comum da doença, segue restrito à rede privada com doses a R$ 600–750


Governo decide não incluir vacina contra meningite B no SUS para bebês

Brasília (DF) — O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (17 de abril de 2026) a decisão de não incorporar ao Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina contra a meningite do tipo B (meningocócica B ou 4CMenB) para crianças menores de 1 ano. A imunizante, que protege contra o sorogrupo B da bactéria Neisseria meningitidis — atualmente o mais comum no Brasil —, continuará disponível apenas na rede privada. 

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e considerou principalmente o alto custo da vacina e o impacto no orçamento público. Cada dose na rede particular custa entre R$ 600 e R$ 750. O esquema vacinal completo para bebês geralmente recomenda duas ou três doses, dependendo da idade e do laboratório (como a Bexsero, da GSK). 

Atualmente, o SUS oferece proteção contra outros sorogrupos da meningite: a vacina meningocócica C (aos 3 e 5 meses) e, desde julho de 2025, a dose de reforço com a meningocócica ACWY aos 12 meses. No entanto, o sorogrupo B não está coberto no calendário nacional, mesmo sendo responsável por grande parte dos casos de doença meningocócica invasiva em crianças pequenas, que pode causar meningite, septicemia e sequelas graves ou óbito. 

Repercussão

A não inclusão gerou críticas de pediatras, sociedades de imunização e famílias, que argumentam que a vacina é essencial para proteger os bebês na fase de maior risco. Projetos de lei na Câmara dos Deputados já tramitam para tentar obrigar a incorporação da vacina ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).

O Ministério da Saúde informou que a avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) considerou a relação custo-efetividade e priorizou outras demandas do orçamento da saúde.

Enquanto isso, famílias que desejam imunizar os filhos contra o meningococo B precisarão recorrer a clínicas privadas.

O caso reacende o debate sobre o acesso universal a vacinas de alto custo no SUS e a priorização de recursos em saúde pública.





COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.