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Cesta Básica em Chamas: R$ 874,47

Recorde histórico em Cuiabá expõe a fome disfarçada de “inflação” e o descaso que castiga o bolso do trabalhador


Cesta Básica em Chamas: R$ 874,47

Enquanto o Brasil celebra “vitórias” no mercado financeiro e ministros posam para fotos com números maquiados, a realidade nas mesas das famílias mato-grossenses grita o contrário. A cesta básica de Cuiabá atingiu o valor absurdo de R$ 874,47 na quarta semana de abril, o maior patamar da história da série do IPF-MT. É oficial: comer está virando luxo no país que um dia se orgulhava de ser celeiro do mundo.

O aumento de 1,36% só na última semana e 3,57% em relação ao ano passado não é mera “variação de mercado”. É o resultado de um descaso criminoso. A carne bovina disparou 4,72%, o arroz subiu mais 2%, e o trabalhador que acorda antes do sol para sustentar a família agora precisa escolher entre pagar a conta de luz ou colocar feijão no prato. Isso não é inflação. Isso é violência econômica contra quem menos pode.

Onde está o governo que prometeu “cuidar dos mais pobres”? Onde estão as políticas públicas que deveriam conter a escalada de preços de alimentos básicos? Enquanto bilionários lucram com exportações recordes de grãos, o brasileiro comum assiste ao arroz e à carne fugirem da sua mesa. O absurdo é tão grande que Cuiabá, uma das capitais mais caras do país, disputa o pódio da vergonha com São Paulo, que já flerta com os R$ 900.

Essa não é apenas uma estatística fria. É a humilhação diária de milhões de famílias que veem seu salário derreter antes mesmo de chegar ao fim do mês. É a mãe que corta o pedaço de carne do filho para dar ao marido que trabalha na obra. É o avô que deixa de comprar remédio para não deixar os netos sem arroz e feijão.

Chega de desculpas! Chega de “fatores externos”, de “guerra na Ucrânia” ou de “efeitos climáticos” usados como muleta eterna. O povo brasileiro está cansado de pagar a conta mais cara da América Latina para colocar comida na mesa enquanto o discurso oficial vende um país que “vai bem”.R$ 874,47 pela cesta básica não é número. É um tapa na cara de quem trabalha.


E o pior: o ano mal começou e o recorde já caiu. Amanhã pode ser pior. E o silêncio das autoridades continua ensurdecedor. 
O Brasil que aguenta tudo? Talvez. Mas o brasileiro que ainda consegue comprar arroz e feijão está, a cada semana, mais perto de não conseguir mais. E isso, sim, é inaceitável.




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