Perdão judicial revolta o país no caso Henry Borel
Mãe é condenada, mas sai sem punição efetiva
Perdão judicial: que justiça é essa?
A decisão que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, escancarou uma ferida profunda no sentimento de justiça da população brasileira. Em um dos casos mais chocantes dos últimos anos, o desfecho do julgamento deixou mais indignação do que respostas.
Após 11 dias de júri, a Justiça condenou o padrasto, Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, a mais de 43 anos de prisão. Já Monique, inicialmente acusada de participação no homicídio do próprio filho, teve sua situação drasticamente alterada: o crime foi reclassificado como homicídio culposo — quando não há intenção de matar — e, na sequência, veio o perdão judicial.
Na prática, isso significa o seguinte: a Justiça reconheceu que houve crime, mas decidiu que ela não deveria cumprir pena. O argumento? O sofrimento vivido por ela já seria suficiente como punição.








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