Jair Bolsonaro deve ser mantido em prisão domiciliar por problemas de saúde
Relatório médico enviado ao STF aponta piora no quadro clínico do ex-presidente e reforça a tendência de prorrogação da medida
O agravamento do estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro deve levar o ministro Alexandre de Moraes a prorrogar sua prisão domiciliar humanitária, segundo integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação tem como base um relatório médico encaminhado à Corte nesta semana, que aponta piora clínica e recomenda a continuidade do acompanhamento médico.
De acordo com o documento, Bolsonaro apresentou agravamento dos episódios de soluço nos últimos dias, o que exigiu a administração de doses elevadas de medicamentos, próximas ao limite terapêutico de segurança.
O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Em março, Moraes autorizou que ele permanecesse em prisão domiciliar por 90 dias devido ao seu quadro de saúde, considerado delicado à época.
Segundo interlocutores do STF, o cenário atual reforça a tendência de renovação da medida, uma vez que o relatório médico indica a necessidade de continuidade dos cuidados e da realização de novos exames.
Entre os procedimentos previstos estão uma endoscopia digestiva e outras avaliações destinadas a investigar a função do esfíncter esofágico inferior e a possível presença de esofagite crônica.
O boletim médico também informa que Bolsonaro continua relatando cansaço e fadiga durante esforços moderados, além de oscilações no equilíbrio corporal.
Desde a concessão da prisão domiciliar, o ex-presidente passou por novos tratamentos. Em maio, ele foi submetido a uma cirurgia no ombro direito. Agora, a expectativa entre integrantes da Corte é que Alexandre de Moraes mantenha Bolsonaro em casa por mais um período, diante da evolução do quadro clínico apresentada pela equipe médica.





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