Fauci se cala no Senado e invoca a Quinta Emenda mais de 100 vezes
Senador apresenta estudos sobre ivermectina e questiona sabotagem de tratamentos precoces; silêncio do ex-czar da COVID reacende debate sobre a pandemia
Fauci invoca a Quinta Emenda mais de 100 vezes e se cala diante de acusações sobre ivermectina e vacinasEm 29 de julho de 2026, o ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), Anthony Fauci, compareceu a uma audiência do Comitê de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado americano. Durante quase três horas, ele invocou a Quinta Emenda da Constituição dos EUA mais de 100 vezes (relatos apontam 111), recusando-se a responder às perguntas. O senador Ron Johnson (R-Wisconsin) apresentou uma pilha de estudos sobre a ivermectina e confrontou Fauci com declarações de 2021 em que o médico afirmava não haver evidências de benefício do medicamento. Johnson questionou até que ponto houve “sabotagem” de tratamentos precoces como hidroxicloroquina e ivermectina, e citou dados do sistema VAERS sobre eventos adversos das vacinas. Fauci manteve o silêncio, limitando-se à fórmula: “Sob o conselho de meu advogado, eu respeitosamente me recuso a responder com base em meus direitos sob a Quinta Emenda”. Em 2022, ainda no cargo, Fauci havia prometido “cooperar plenamente” com investigações do Congresso e afirmado ter “nada a esconder”. Agora enfrenta pedido de desacato e discussões sobre possíveis desdobramentos jurídicos. O debate reabre a pergunta: será que tudo não passou de uma farça?A postura de silêncio de Fauci e as acusações de Johnson reacenderam, especialmente em círculos críticos às políticas da pandemia, a pergunta que circula desde 2020: será que tudo não passou de uma farça? Críticos apontam mudanças de narrativa (máscaras, lockdowns, origem do vírus), restrições a tratamentos precoces, pressão por vacinas e censura a vozes divergentes como sinais de que a resposta oficial foi exagerada, politizada ou incompleta. No Brasil, apoiadores de Jair Bolsonaro veem nessa audiência uma confirmação tardia de que o “kit covid” e a resistência a medidas restritivas estavam certos.Os fatos científicos, porém, não sustentam a tese de que “tudo foi mentira” ou uma farsa completa:
- A COVID-19 matou milhões de pessoas em todo o mundo, com sobrecarga hospitalar documentada e excesso de mortalidade real.
- Grandes ensaios clínicos randomizados de alta qualidade (TOGETHER, ACTIV-6, PRINCIPLE) e revisões da FDA, OMS e Cochrane não encontraram benefício clinicamente relevante da ivermectina para prevenir ou tratar a doença. Meta-análises recentes (incluindo de 2026) confirmam a ausência de redução consistente de mortalidade ou hospitalização.
- As vacinas reduziram, segundo múltiplos estudos populacionais, o risco de formas graves, hospitalizações e mortes, especialmente nas variantes iniciais. Efeitos adversos existem e foram monitorados; o VAERS é um sistema de notificação passiva cujos números brutos não estabelecem causalidade e tendem a superestimar riscos.
- Houve erros, excessos e falhas de comunicação: lockdowns prolongados com custos sociais elevados, mudanças de orientação sem transparência suficiente, desincentivo a discussões abertas e possível influência política. A hipótese de vazamento de laboratório ganhou espaço legítimo com o tempo. Censura em redes sociais e desqualificação automática de críticos prejudicaram a confiança pública.









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