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Carlos Viana protocola representação na PGR e PF contra pagamentos de Roberta Luchsinger

Senador pede apuração de transferências da empresária investigada no esquema do INSS ao ex-chefe de gabinete de Lula


Carlos Viana protocola representação na PGR e PF contra pagamentos de Roberta Luchsinger

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, protocolou nesta terça-feira (4 de agosto de 2026) representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) e na Polícia Federal pedindo a apuração de pagamentos feitos pela empresária Roberta Luchsinger a Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República durante o governo Lula. Em postagem nas redes sociais, Viana afirmou que solicitou a verificação dos valores, das datas, da origem do dinheiro e da existência de qualquer contrapartida. Ele destacou que a versão de “empréstimo pessoal” apresentada por Marcola precisa ser comprovada com contrato, comprovantes e declarações fiscais.
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Segundo o senador, “quando uma pessoa investigada em fraude contra aposentados transfere dinheiro para alguém do núcleo mais próximo do presidente, o Estado tem obrigação de rastrear. Não haverá blindagem. Doa a quem doer”. Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente, é investigada no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura o esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. A Polícia Federal a aponta como peça relevante ligada ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Ela teria recebido cerca de R$ 1,5 milhão em pagamentos de empresas ligadas a ele, sob a justificativa de serviços de consultoria. As transferências de Luchsinger a Marcola foram reveladas recentemente pela imprensa. Informações preliminares apontam valores que poderiam somar cerca de R$ 80 mil.

Marcola, que deixou o cargo no final de julho de 2026, negou qualquer irregularidade. Em nota, ele classificou a operação como um empréstimo pessoal já quitado e afirmou nunca ter tido relação que caracterizasse ilegalidade no exercício da função. A representação de Carlos Viana reforça a pressão por transparência no caso, que envolve proximidade entre a empresária investigada, o entorno familiar do presidente e o antigo núcleo do gabinete presidencial. As autoridades ainda devem analisar o pedido e decidir sobre o andamento das apurações.




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