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Advogada é presa em seu escritório após criticar delegado nas redes sociais

Áricka Rosalia Alves Cunha foi detida em Cocalzinho de Goiás por suposta difamação e desacato após questionar arquivamento de BO; liberada após pagar R$ 10 mil de fiança


Advogada é presa em seu escritório após criticar delegado nas redes sociais

Cocalzinho de Goiás (GO) — Uma advogada foi presa em flagrante dentro do próprio escritório na tarde de quarta-feira (15 de abril de 2026) após publicar críticas nas redes sociais a um despacho que arquivou um boletim de ocorrência registrado por ela. A profissional foi liberada horas depois, após o pagamento de fiança no valor de R$ 10 mil.

A advogada Áricka Rosalia Alves Cunha havia registrado um BO por difamação contra ela própria. O delegado Christian Zilmon Mata dos Santos, titular da Delegacia de Cocalzinho de Goiás, arquivou a ocorrência alegando “fato atípico” e “falta de efetivo policial”. Insatisfeita, Áricka publicou nas redes sociais trechos do despacho e criticou a decisão, questionando a atuação da delegacia. 

De acordo com a advogada, ela não mencionou o nome do delegado na postagem e limitou-se a relatar o ocorrido e fazer críticas genéricas ao sistema. “Não falei mal dele”, afirmou Áricka ao G1 em entrevista posterior. Ela nega ter cometido difamação. 

A prisão

Horas após a publicação, o delegado Christian Zilmon compareceu ao escritório da advogada e determinou sua prisão. O momento foi filmado por uma testemunha e o vídeo viralizou nas redes sociais. Áricka foi algemada e conduzida à delegacia.

O delegado justificou a prisão alegando que as postagens configuravam difamação contra ele, além de desacato, injúria e desobediência durante a abordagem. Ele afirmou que a advogada foi autuada “na condição de cidadã”, pois as críticas foram feitas em perfil pessoal, não no exercício da profissão.

Áricka ficou detida por cerca de seis horas. Ela relatou que, durante o procedimento, o delegado saiu para jantar e deixou ela e representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) esperando. “Foi uma situação lamentável e esdrúxula”, disse a advogada.

Repercussão e posicionamentos

A OAB-GO manifestou-se sobre o caso, apontando possível abuso de autoridade e acompanhando o procedimento. A Polícia Civil de Goiás informou que abriu apuração interna para verificar a conduta do delegado.

A advogada afirmou que não se calará: “Não me calarei”, publicou em suas redes após o episódio. Ela pretende judicializar tanto o arquivamento do BO original quanto eventuais abusos na sua prisão.

O caso gerou grande debate nas redes sociais e na comunidade jurídica sobre os limites da liberdade de expressão, a inviolabilidade do escritório de advocacia (prevista no Estatuto da OAB) e a possibilidade de prisão em flagrante por crimes afiançáveis como difamação.

Até o momento, não há informações sobre eventual relaxamento da prisão ou andamento do inquérito contra a advogada.


Fontes principais: Reportagens do G1 (17 e 18/04/2026), Migalhas, CNN Brasil e UOL. O caso continua repercutindo e pode ter novos desdobramentos na corregedoria da Polícia Civil e na OAB.




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