Papa Leão XIV reforça pedido de paz em mensagem aos bispos do Brasil
Mensagem do pontífice foi lida durante a conferência pelo padre Leandro Megeto
O papa Leão XIV enviou uma mensagem aos bispos brasileiros reunidos na 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada em Aparecida (SP). O encontro começou na quarta-feira (15) e segue até a próxima sexta-feira (24). A assembleia ocorre no contexto das comemorações dos 200 anos das relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé.
Na carta, divulgada pela CNBB, o pontífice saúda os participantes, faz referência a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e manifesta votos de esperança e paz diante do cenário internacional marcado por conflitos armados. “Num mundo marcado por violentos conflitos armados, devemos com urgente insistência suplicar ao Príncipe da Paz que ilumine os corações e as mentes dos líderes das nações envolvidas nas guerras atuais”, afirma o papa.
Leão XIV também ressalta que a paz vai além da ausência de conflitos. Segundo ele, a convivência pacífica depende do reconhecimento da dignidade do outro. “A convivência pacífica nasce do reconhecimento do valor do outro, da consciência de que somos todos irmãos, criados por Deus à sua imagem e semelhança”, diz o texto.
A mensagem foi lida durante a conferência pelo padre Leandro Megeto. No documento, o pontífice ainda retoma ensinamentos da encíclica Fratelli Tutti, do papa Francisco, ao destacar que todos são “iguais nos direitos, nos deveres e na dignidade”. O papa também agradeceu o trabalho pastoral dos bispos brasileiros e destacou a importância do diálogo com autoridades civis, apontando a relevância da relação institucional entre Igreja e Estado no país.
Segundo a CNBB, a assembleia reúne lideranças da Igreja para discutir desafios e oportunidades do tempo presente à luz do Evangelho e das diretrizes da ação evangelizadora.
Críticas e contexto internacional
Ainda nesta semana, durante uma pregação em Camarões, Leão XIV criticou o que chamou de “punhado de tiranos” responsáveis por guerras e exploração ao redor do mundo. A declaração ocorre após críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, no último domingo (12), afirmou que o papa deveria “parar de ceder à esquerda radical” e o classificou como fraco no combate ao crime e ineficaz em política externa.







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