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Sobrinho de Haddad movimenta bilhões sem pagar imposto

Guilherme Haddad Nazar, diretor da Binance no Brasil, é acusado pela CPI de dever mais de R$ 300 milhões em impostos anualmente


Sobrinho de Haddad movimenta bilhões sem pagar imposto

Guilherme Haddad Nazar, diretor-geral da Binance no Brasil e sobrinho do ministro da Fazenda Fernando Haddad, está no centro de uma polêmica que envolve bilhões de reais em transações e uma dívida tributária estimada em mais de R$ 300 milhões por ano. A acusação foi formalizada durante os trabalhos da CPI das Pirâmides Financeiras, que investiga esquemas de fraudes no mercado de criptoativos.De acordo com documentos apresentados à comissão parlamentar, a Binance Brasil — plataforma de criptomoedas que opera no país sob liderança de Nazar — teria movimentado volumes expressivos sem o recolhimento adequado de impostos. A empresa é acusada de não cumprir integralmente as obrigações fiscais relacionadas a operações de exchange, incluindo IOF, IR e contribuições previdenciárias incidentes sobre os ganhos de capital e taxas de serviço.Quem é Guilherme Haddad Nazar?Nazar, formado em Direito e com passagem por grandes bancos de investimento, assumiu o comando da Binance no Brasil em 2023. Parentes próximos confirmam que ele é filho de uma irmã de Fernando Haddad. Apesar do laço familiar com o principal responsável pela política econômica do governo Lula, a defesa de Nazar afirma que não há qualquer influência indevida e que a empresa cumpre a legislação vigente.A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, tem enfrentado escrutínio regulatório em vários países. No Brasil, a plataforma registrou crescimento explosivo durante o boom das criptomoedas, com relatos de que processa diariamente centenas de milhões de reais em transações.A acusação da CPIRelatores da CPI das Pirâmides Financeiras apontam que a Binance Brasil teria utilizado estruturas societárias e interpretações controversas da legislação para reduzir ou postergar o pagamento de tributos. Um dos pontos mais criticados é a suposta ausência de retenção na fonte de imposto de renda sobre ganhos obtidos por usuários brasileiros.“Estamos falando de uma empresa que movimenta bilhões e que, segundo nossos cálculos, deixa de recolher mais de R$ 300 milhões anuais em impostos. Isso representa um rombo significativo para os cofres públicos”, declarou um membro da CPI que preferiu não ser identificado.A Receita Federal já teria iniciado procedimentos fiscais contra a plataforma. Até o momento, nem a Binance nem Guilherme Haddad Nazar se manifestaram oficialmente sobre os números divulgados pela comissão.Reações políticasO caso ganhou repercussão rápida nas redes sociais e no Congresso. Parlamentares da oposição cobraram posicionamento do ministro Fernando Haddad, que até agora não comentou publicamente o envolvimento do sobrinho. Aliados do governo classificam as acusações como “tentativa de politização” de um tema regulatório.Especialistas em direito tributário ouvidos pela reportagem divergem: alguns defendem que a legislação sobre criptoativos ainda é incipiente no Brasil e que a Receita precisa de regras mais claras; outros afirmam que grandes players do setor vêm se beneficiando de uma “zona cinzenta” regulatória.Enquanto as investigações avançam, a Binance continua operando normalmente no país, com milhões de usuários ativos. O desfecho do caso pode definir não apenas o futuro da empresa no Brasil, mas também o padrão de tributação que será aplicado a todo o mercado de criptomoedas no país.




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