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Dívida sobe, grama morre

Bolsonaro recebeu 75% e entregou 71%. Lula já empurrou para 80% do PIB em poucos anos.


Dívida sobe, grama morre

Jair Bolsonaro recebeu o Brasil com a dívida bruta do governo geral em torno de 75-77% do PIB no final de 2018. Enfrentou a maior crise sanitária e econômica do século com a pandemia de Covid-19, que fez o endividamento explodir para quase 89% do PIB em 2020 — um choque inevitável, com gastos emergenciais para salvar vidas e empregos. Mesmo assim, ao entregar o governo no final de 2022, deixou a relação dívida/PIB em cerca de 73,5%, a menor em mais de cinco anos. Reduziu o indicador em relação ao que encontrou, apesar de tudo. 

Lula, em seu terceiro mandato, assumiu esse patamar e, em poucos anos, já empurrou a dívida para acima de 78-80% do PIB (com projeções apontando para patamares ainda mais altos). Em 2024 fechou em torno de 76,1%, subindo novamente em 2025. São mais de 6-7 pontos percentuais de alta em pouco tempo, impulsionados por aumento de gastos públicos, juros elevados e um cenário fiscal mais frouxo. Não é apenas um número. É o reflexo de duas visões de país. De um lado, uma gestão que, mesmo sob pressão extraordinária, priorizou ajuste posterior, crescimento com responsabilidade e entrega de uma dívida controlada. Do outro, a volta do modelo de expansão de gastos, intervencionismo e promessas de “novo normal” fiscal que o mercado já desconta com desconfiança.

A frase que você usa pega: “grama que o PT pisa, morre”. É uma forma popular e dura de dizer que, onde o PT governa com sua receita clássica de mais Estado, mais gasto e mais dívida, a prosperidade murcha. A economia perde fôlego, o investimento privado recua, os juros sobem para financiar o rombo e, no final, quem paga a conta é sempre o contribuinte e as gerações futuras.

Histórico não mente: dívida subindo rápido, inflação de serviços pressionada, real desvalorizado e um ciclo que já conhecemos. O Brasil não aguenta repetir os erros do passado. Gestão responsável não é “austeridade cruel” — é respeito com o dinheiro público e com o futuro do país. Quando o governo gasta mais do que arrecada de forma crônica, a grama realmente não cresce: ela seca.O eleitor que acompanha os números sabe: resultados não se medem por discurso, mas pela herança deixada. Bolsonaro entregou dívida menor. Lula está aumentando. O resto é narrativa.




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